

Fotografia na Coleção Américo Marques (Parte I)
Integrada na linha programática que estrutura o conceito The House of Private Collections, esta exposição centra-se no extenso núcleo de fotografia da coleção privada de Américo Marques. O interesse deste colecionador português num médium específico das artes visuais, permitiu reunir um conjunto de obras que reflete a amplitude das abordagens temáticas e acompanha algumas das inflexões mais decisivas da fotografia contemporânea, desde o final dos anos 1950 até à atualidade. A proposta curatorial assenta numa poética de relações que convoca diferentes gerações, geografias e sensibilidades na valorização da fotografia como território de reflexão crítica e de construção conceptual da imagem.
A exposição reúne um vasto conjunto de artistas internacionais de referência na fotografia contemporânea, incluindo Andreas Gursky, Andres Serrano, Bernd Becher & Hilla Becher, Candida Höfer, Cindy Sherman, Edgar Martins, Eija-Liisa Ahtila, Helena Almeida, Helmut Newton, João Penalva, Jorge Molder, Martin Parr, Nan Goldin, Richard Prince, Thomas Ruff e Wolfgang Tillmans, entre muitos outros.
Curadoria: Adelaide Ginga
Nota Biográfica - Américo Marques dos Santos
Américo Marques dos Santos nasceu na Beira, Moçambique, a 31 de outubro de 1957, onde viveu até ao final de 1974. Seguiu depois para a África do Sul, onde frequentou o curso de Arquitetura. Em 1978 fixou-se em Portugal, em Cascais, iniciando o seu percurso profissional nas áreas da construção e do imobiliário, atividade à qual permanece ligado, mantendo-se atualmente no ativo como administrador do grupo empresarial familiar.
Começou a colecionar arte no final da década de 1980, dando início a um percurso de colecionismo continuado e singular. Ao longo das últimas décadas, reuniu uma coleção diversificada, composta por cerca de mil obras, entre pintura, fotografia, desenho, vídeo, escultura e instalação.
O interesse pela fotografia afirmou-se a partir de meados da década de 1990, inicialmente com artistas portugueses, estendendo-se, já no início dos anos 2000, a artistas internacionais. Sempre atraído por este medium, encontrou na fotografia contemporânea um campo de particular fascínio, que hoje representa cerca de um terço do conjunto da coleção. No interior desse núcleo, destaca-se a presença da figura humana, tema que o colecionador reconhece como especialmente marcante no seu olhar.
João Tabarra, A viagem, 2010
© Cortesia de João Tabarra