Artistas
Fernanda Fragateiro
Fernanda Fragateiro (1962, Montijo) formou-se, entre 1978 e 1987, na Escola de Artes Decorativas António Arroio, no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação e em Escultura na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa. Realizou a sua primeira exposição em 1987, iniciando a uma colaboração regular em projetos editoriais na área da ilustração. A sua prática interdisciplinar reconfigura a experiência do lugar, através de objetos e intervenções que visam questionar a perceção e o significado do espaço. Entre escultura, instalação, cerâmica, arquitetura, design e ilustração, as suas obras tridimensionais dialogam com o espaço onde se inserem e com a presença do espetador, contando, neste sentido, com a colaboração regular de arquitetos, artistas plásticos e performers. Fragateiro desenvolveu nomeadamente projetos para espaços públicos, por vezes subtis intervenções, como a obra Jardim das Ondas, criada para a Expo’98, Lisboa. Entre os seus projetos públicos destacam-se também Eu espero, obra criada para o 5º Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, 1999; Desenho suspenso, Parque Natural do Pisão, Cascais, 2011 ou Concrete Poem, Vila Nova da Barquinha, 2012. Entre outras distinções, recebeu o Prémio Tabaqueira da Arte Pública, Açores, 2001, o Prémio AICA, 2017, pela Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura, Portugal e o Prémio Catalina D'Anglade – ARCO Madrid, Espanha, 2017. Tem exposto individualmente e em coletivas em Portugal e no estrangeiro, as quais se destacam a retrospetiva Quarto a céu aberto, na Culturgest, Lisboa, 2003 e Stones against diamonds, na NC-Arte, Bogotá, Colômbia, 2014. Expôs também na Galleria Nazionale d’Arte Moderna Contemporanea de Roma, Carpenter Center for the Visual Arts, Harvard University (Cambridge), Bronx Museum (Nova Iorque), Dublin Contemporary, MUAC Museo Universitario Arte Contemporáneo (Cidade do México), Palais des Beaux-Arts de Paris, Centro Gallego de Arte Contemporáneo (Santiago de Compostela), CaixaForum (Barcelona), Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, Trienal de Arquitectura de Lisboa, Fundação de Serralves (Porto), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Paris e Londres). A sua obra está representada em várias coleções públicas e privadas, entre as quais The Ella Fontanals Cisneros Collection, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Fundación Marcelino Botín, Fundação ”la Caixa”, Fundação de Serralves, Fundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian e Coleção Museu Berardo.
CB
Outubro 2020
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Outubro 2020