Obras
Argos, da série «Satellites»
photography


Data
2019
Técnica
Impressão jato de tinta sobre papel Fine Art Baryta
Dimensões
150 x 120 cm
A obra de Márcio Vilela (1978, Recife, Brasil) compõe-se por estudos fotográficos da paisagem e projetos de longo prazo que exploram as relações entre arte e ciência, onde a fotografia é acompanhada por vídeo, desenho ou livros de artista. Após - Estudo Cromático para o Azul
(2011-2015) em torno dos tons de azul do céu, - Satellites
é o trabalho de longa duração ulterior em que um mesmo tema é explorado através de diferentes perspectivas e suportes artísticos. Desde 2014, e com uma primeira apresentação pública numa exposição monográfica no MNAC-Museu do Chiado em 2019, o artista volta a olhar para o céu obstinadamente.
- Argos
, - Haruka
, - Atlas
Centaur: cada obra é composta por uma mancha luminosa e colorida no centro de um fundo negro. Embora de aparência abstrata, estas imagens correspondem a fotografias realizadas através de um telescópio, capturando satélites em órbita a mais de 2.000 quilómetros da superfície terrestre. As manchas desfocadas correspondem a ampliações daquilo que visto a olho nu, com alguma sorte, teria o aspeto de uma estrela pequena e fugaz em movimento. Exibidas como um tríptico ou separadamente, as obras integram a série - Satellites
(2019) e enquadram-se no projeto de investigação artística que reúne também desenho, vídeo e objetos. Cada obra é nomeada em função do satélite nela representado, já que através da análise de bases de dados Vilela conseguiu prever a passagem dos satélites, interceptando os seus trajetos. Durante cinco anos de pesquisa contínua, desenvolveu paralelamente diferentes experimentações artísticas e colecionou documentos históricos, como um rolo de fotografias aéreas da NASA ou um postal representando “o satélite mais pequeno do mundo”. Numa época em que a quantidade de satélites em órbita tem crescido exponencialmente, estas imagens fotográficas questionam as fronteiras entre arte e tecnologia, abstração e representação, sublinhando o carácter ambíguo que sempre caracterizou a fotografia.
Catarina Boieiro
(2011-2015) em torno dos tons de azul do céu, - Satellites
é o trabalho de longa duração ulterior em que um mesmo tema é explorado através de diferentes perspectivas e suportes artísticos. Desde 2014, e com uma primeira apresentação pública numa exposição monográfica no MNAC-Museu do Chiado em 2019, o artista volta a olhar para o céu obstinadamente.
- Argos
, - Haruka
, - Atlas
Centaur: cada obra é composta por uma mancha luminosa e colorida no centro de um fundo negro. Embora de aparência abstrata, estas imagens correspondem a fotografias realizadas através de um telescópio, capturando satélites em órbita a mais de 2.000 quilómetros da superfície terrestre. As manchas desfocadas correspondem a ampliações daquilo que visto a olho nu, com alguma sorte, teria o aspeto de uma estrela pequena e fugaz em movimento. Exibidas como um tríptico ou separadamente, as obras integram a série - Satellites
(2019) e enquadram-se no projeto de investigação artística que reúne também desenho, vídeo e objetos. Cada obra é nomeada em função do satélite nela representado, já que através da análise de bases de dados Vilela conseguiu prever a passagem dos satélites, interceptando os seus trajetos. Durante cinco anos de pesquisa contínua, desenvolveu paralelamente diferentes experimentações artísticas e colecionou documentos históricos, como um rolo de fotografias aéreas da NASA ou um postal representando “o satélite mais pequeno do mundo”. Numa época em que a quantidade de satélites em órbita tem crescido exponencialmente, estas imagens fotográficas questionam as fronteiras entre arte e tecnologia, abstração e representação, sublinhando o carácter ambíguo que sempre caracterizou a fotografia.
Catarina Boieiro