Ross Bleckner nasceu em 1949, em Nova Iorque, onde vive e trabalha. Em 1965 assiste à exposição The Responsive Eye, no MoMA, dedicada à Op art, e, por consequência, decide estudar artes. Concluiu a licenciatura na New York University, em 1971 e fez mestrado no California Institute of the Arts, Valencia, em 1973. Ao longo da sua carreira artística, vai-se dedicar ao filantropismo. É hoje membro do conselho da AIDS Community Research Initiative e foi o primeiro artista plástico a ser nomeado “Goodwill Ambassador” pelas Nações Unidas em 2009. A prática pictórica de Bleckner remonta a inícios de 1980, mas são as telas de 1984 que lhe trarão visibilidade. Por esta altura estava a trabalhar a pintura a partir da ideia de memorial, criando fundos negros que atuam como superfícies etéreas para candelabros, vasos e lustres, tratados com luz brilhante e esfumada. Este imaginário simbólico, relacionado com a crise da SIDA, terá novos desenvolvimentos no trabalho ulterior, igualmente marcado por uma poética ligada à mudança, doença e memória, embora construída a partir de outros signos (células cancerígenas, flores, pássaros), atmosferas abstratizantes e padrões hipnóticos. Expôs individualmente no San Francisco Museum of Modern Art, 1988, Kunsthalle Zurich, Zurique, 1990; Moderna Museet, Estocolmo, 1991; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque, Astrup Fearnley Museet for Modern Kunst, Oslo e I.V.A.M., Valencia, (retrospetiva), 1995; Dallas Contemporary, Dallas, 2017, entre outras instituições. Tem participado em diversas coletivas, das quais se destacam New Painting / New York, Hayward Gallery, Londres, 1979; a Bienal de Whitney, 1987 e 1989, Bienal de Sidney, 1988 e Carnegie International, 1988. A sua obra está representada em várias coleções públicas, entre elas, MoMA, Nova Iorque, Los Angeles Museum of Contemporary Art, Los Angeles; Astrup Fearnley Museet for Modern Kunst, Oslo; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid e Whitney Museum of American Art, Nova Iorque.
SN, novembro 2020
SN, novembro 2020