Obras
Ode Marítima
painting


Data
1965
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensões
81 x 65 cm
Pintor e ceramista português nascido na Beira Baixa em 1927, Manuel Cargaleiro, apresenta pela primeira vez as suas pinturas, em 1953, na Galeria de Março em Lisboa,
Este óleo de 1965, com o seu título a remeter para o poema de Álvaro de Campos, explora um vocabulário pictórico mais próximo da pop art e do nouveau réalisme, que também se afirmavam nessa década de 60. Obras como Passam Flores Imaginárias, de 1968, Les Amoureux, de 1969, Les Fleures Imaginaires, de 1974, ou Les Fleurs Jaunes, de 1986, revelam uma estruturação, através de grandes manchas de cor, semelhante a Ode Marítima.
Recorrendo a volumosas manchas de cor lisa, Cargaleiro estrutura a obra por camadas: um fundo escuro ao qual sobrepõe uma forma ovoide vermelha, sobre a qual recorta uma forma semi-circular num outro tom de vermelho e diversas formas circulares, desde os azuis, o branco até ao centro preto. O foco da composição acaba por ser a forma circular, não regular, composta por quatro camadas concêntricas de cor, seja pelo contraste tonal dos seus tons frios com as tonalidades mais quentes e escuras, seja pelo emolduramento que as formas adjacentes lhe proporcionam. Com uma grande economia de meios, Cargaleiro parece criar uma estela abstrata, de uma jocosa alegria, para esse topos da cultura portuguesa que é a Ode Marítima.
LC
Este óleo de 1965, com o seu título a remeter para o poema de Álvaro de Campos, explora um vocabulário pictórico mais próximo da pop art e do nouveau réalisme, que também se afirmavam nessa década de 60. Obras como Passam Flores Imaginárias, de 1968, Les Amoureux, de 1969, Les Fleures Imaginaires, de 1974, ou Les Fleurs Jaunes, de 1986, revelam uma estruturação, através de grandes manchas de cor, semelhante a Ode Marítima.
Recorrendo a volumosas manchas de cor lisa, Cargaleiro estrutura a obra por camadas: um fundo escuro ao qual sobrepõe uma forma ovoide vermelha, sobre a qual recorta uma forma semi-circular num outro tom de vermelho e diversas formas circulares, desde os azuis, o branco até ao centro preto. O foco da composição acaba por ser a forma circular, não regular, composta por quatro camadas concêntricas de cor, seja pelo contraste tonal dos seus tons frios com as tonalidades mais quentes e escuras, seja pelo emolduramento que as formas adjacentes lhe proporcionam. Com uma grande economia de meios, Cargaleiro parece criar uma estela abstrata, de uma jocosa alegria, para esse topos da cultura portuguesa que é a Ode Marítima.
LC