Obras
Lírio (sich küssendes Paar) [Lírio (casal beijando-se)]
sculpture
![Lírio (sich küssendes Paar) [Lírio (casal beijando-se)]](https://cms.macam.pt/storage/uploads/thumbs/inarte-work-3077_w840.jpg)
![Lírio (sich küssendes Paar) [Lírio (casal beijando-se)]](https://cms.macam.pt/storage/uploads/thumbs/inarte-work-3077_w840.jpg)
Data
1996
Técnica
Ferro
Dimensões
alt. variável x 28 x 25 cm
Lírio (sich kussendes paar), escultura de pequenas dimensões que habita suspensa o espaço expositivo, à semelhança de grande parte das esculturas de Rui Chafes, é construída manualmente em ferro posteriormente pintado de preto. Como alusão imagética, toda a obra escultórica deste artista é a expressão de um pensamento que pretende ultrapassar os limites da materialidade, visando o reencontro com uma espiritualidade perdida. Das várias influências que o seu trabalho acolhe, presentes também nesta obra, destacam-se o legado espiritual do gótico tardio alemão, o romantismo alemão, mas também a herança formal do pós-minimalismo. Os objectos que constrói são apenas possíveis como a tradução de uma ideia, uma vez que, para o escultor, a “matéria é suja e errada”, negando, deste modo, a sua materialidade valorizando apenas o suporte simbólico de algo que se encontra antes e depois da sua própria objetualidade.
Na sua aparência, esta escultura, parece paradoxalmente evocar a candura de uma flor no seu movimento de abertura, enquanto as suas formas lembram garras acutilantes. No entanto, a composição dos elementos não absolutamente miméticos em que ressalta a uma certa organicidade, possibilita ao espectador ver no objecto aquilo que mais facilmente identifica e com que se relaciona.
Das formas como referenciais de outras potencialmente reconhecíveis, esta ideia de flor, remete inevitavelmente para a misteriosa flor azul referente à obra poética de Novalis, importante para o pensamento teórico do escultor e que tem estado presente no seu trabalho ao longo dos anos. Igualmente importante nesta obra é a palavra, que sob a forma de título está directamente influenciada pela poesia, tendo, deste modo, um carácter particular e profundamente simbólico. Ao invocar uma lembrança e ecoar um significado que está para além da descrição, Sich kussendes paar, remete-nos para a ideia de um casal e da troca amorosa de um beijo.
CQ
Na sua aparência, esta escultura, parece paradoxalmente evocar a candura de uma flor no seu movimento de abertura, enquanto as suas formas lembram garras acutilantes. No entanto, a composição dos elementos não absolutamente miméticos em que ressalta a uma certa organicidade, possibilita ao espectador ver no objecto aquilo que mais facilmente identifica e com que se relaciona.
Das formas como referenciais de outras potencialmente reconhecíveis, esta ideia de flor, remete inevitavelmente para a misteriosa flor azul referente à obra poética de Novalis, importante para o pensamento teórico do escultor e que tem estado presente no seu trabalho ao longo dos anos. Igualmente importante nesta obra é a palavra, que sob a forma de título está directamente influenciada pela poesia, tendo, deste modo, um carácter particular e profundamente simbólico. Ao invocar uma lembrança e ecoar um significado que está para além da descrição, Sich kussendes paar, remete-nos para a ideia de um casal e da troca amorosa de um beijo.
CQ