Artistas

Rui Chafes

Rui Chafes nasceu em Lisboa, em 1966. Entre os anos de 1984 e 1989, formou-se em Escultura na então Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo durante o seu percurso, também passado pela Kunstakademie, em Dusseldorf, Alemanha. Durante a sua estadia, dedicou-se ao estudo da cultura alemã, nomeadamente, do escultor gótico Tilman Riemenschneider e o poeta romântico Novalis, sobre o qual traduziu alguns dos seus fragmentos literários, editados no livro Fragmentos de Novalis, acompanhado ainda por desenhos da sua autoria. Depois de um curto período mais experimental, dá corpo aos objetos negros característicos do seu trabalho a partir do final dos anos de 1980, quando começa a dedicar-se exclusivamente à construção das suas esculturas em ferro ou aço, sendo este posteriormente pintado de negro.
A sua primeira exposição individual, Pássaro Ofendido, aconteceu em Lisboa, em 1986, e desde muito cedo ganhou relevância no meio artístico, sendo de destacar em 1995, a participação na XLVI Bienal de Veneza, em representação de Portugal, e em 2004 na Bienal de São Paulo com o projeto Comer o Coração, em parceria com a bailarina Vera Mantero. No ano de 2000 realizou, no Museu de Arte Moderna de Sintra, a exposição Durante o Fim; em 2006, Corpo Impossível no Palácio Nacional de Queluz; em 2011, Five Rings no Museu Berardo, em parceria com a artista Orla Barry e, no mesmo ano, uma exposição individual em Sassi di Matera, Itália. Paralelamente, em 2003, o filme Durante o Fim, de João Trabulo, desvenda o misterioso universo de Chafes e mais tarde, em 2012 escreve Entre o Céu e a Terra, um livro autobiográfico ficcional onde dá a conhecer o seu percurso artístico imaginado. Já em 2014, Peso do Paraíso, na Fundação Calouste Gulbenkian, constituiu a sua primeira exposição retrospetiva em Portugal. No final do ano de 2015 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Mais recentemente, entre 2022 e 2023, uma nova retrospetiva acontece em Serralves, Chegar sem partir. Importante ainda salientar as exposições Gris, vide, cris, em 2018, um diálogo entre a sua obra e a de Alberto Giacometti, na Fundação Calouste Gulbenkian de Paris, e em 2022, O resto é sombra, uma coletiva com Pedro Costa e Paulo Nozolino, no Centro Pompiduo, em Paris. Com inúmeras esculturas públicas pelo mundo, a obra de Chafes está representada em diversas e importantes coleções em Portugal e no estrangeiro.
 
CQ, agosto 2022

Obras

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A carregar

  • Cisne I (soberania e doença)
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    Rui Chafes

  • Lírio (sich küssendes Paar) [Lírio (casal beijando-se)]
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    Rui Chafes

  • Pálpebra I
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    Rui Chafes

  • Sacrifício II
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